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EM ALAGOAS

Falta de material hospitalar prejudica atendimentos

Redação com assessoria

13/03/2019 10h10

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Apesar de ter sido notificado pela Justiça para manter as unidades de saúde devidamente abastecidas, o governo do Estado se mantém alheio à determinação. O desabafo é do presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Marcos Holanda, afirmando que a falta de material é tão grave que nem dá mais para recorrer ao improviso (ao plano ‘‘ b’’), substituindo uma coisa por outra, afinal, não existe nada para se usar na maioria dos procedimentos.

 “Essa semana, por exemplo, faltou fio de sutura nas unidades mantidas pela Uncisal. Como fazer uma cesariana na Santa Mônica, por exemplo, nessas condições? O corte cirúrgico vai ficar aberto? Lidar com vidas é coisa séria e exige soluções urgentes”, frisou o sindicalista.

Holanda também é cirurgião do HGE e diz que é inadmissível a falta de planejamento do governo com os insumos e medicação. “A escassez também atinge o Pronto Socorro. A sensação que fica é de que o gestor deixa faltar tudo para depois dizer que a alternativa é terceirizar o serviço. O desrespeito com a população é gritante. Aliás, nem a Justiça é respeitada por esse governo, basta ver que já existe determinação sobre o abastecimento, mas o problema persiste”.

Segundo o presidente do Sinmed a ideia do governador é deixar a UNCISAL sob total responsabilidade da Secretaria de Saúde (Sesau), mas a classe médica discorda. “A solução é fazer os repasses chegarem rapidamente ao reitor, e em valor suficiente para não faltar nada.

A autarquia registra alta demanda em suas unidades (que atendem a população carente e cumprem finalidade na formação acadêmica). “O correto é destinar um aporte maior de recursos, e  preencher o quadro médico  através de concurso, além de pagar salário digno”. 

Há anos o número de efetivos se mantém insuficiente, forçando o reitor a fazer contratos temporários para prestação de serviços. Temos dezenas de colegas aprovados no último e que até hoje aguardam nomeação”, criticou Marcos Holanda. Ele acrescenta que os médicos prestadores de serviço estão com quatro meses de atraso salarial. 

“O governo paga o pior salário do país e ainda atrasa. É muito descaso. Para agravar, existe uma infestação de escorpiões nos hospitais, principalmente na Santa Mônica. É preciso dar um basta”.

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