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PINHEIRO

Braskem nega relação entre mineração e tremores

Empresa diz que nenhum estudo comprovou ligação com suas atividades

Bruno Fernandes

25/01/2019 16h04

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou na tarde desta sexta-feira, 25, que o afundamento do bairro do Pinheiro, em Maceió, está sendo causado devido à extração de salgema realizada pela Braskem.

A declaração foi durante entrevista concedida à Rádio Brumadinho, de Minas Gerais, enquanto falava sobre o rompimento de uma barragem na cidade.

“Já conversamos com o secretário nacional de Defesa Civil, o coronel Lucas Alves, que está em Maceió, tratando de um assunto do afundamento de um bairro por questão de mineração também”, disse o presidente.


Em contato com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), foi informado que os técnicos ainda continuam realizando os trabalhos de pesquisa para investigar as causas das rachaduras e afundamentos.

Até o momento foram realizadas as primeiras etapas da batimetria, eletroresistividade e sondagem e na próxima semana (de 28 de janeiro a 1 de fevereiro) será finalizada a etapa das sondagens geotécnicas e iniciado o levantamento cartográfico e a atualização do mapa de feições.

A Braskem, por meio de nota, reafirmou que nenhum estudo feito até o momento mostrou qualquer relação entre as atividades de mineração de sal e as rachaduras nas edificações  do bairro do Pinheiro.

"A empresa vem apoiando e atuando em conjunto com o Ministério Público Federal e Estadual, Agência Nacional de Mineração, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Federal, Estadual e Municipal visando esclarecimentos das causas dos acontecimentos que tem impactado o bairro do Pinheiro", disse.

Ainda segundo o texto, "a Braskem reafirmou seu compromisso com a saúde, segurança das pessoas e das comunidades e com uma atuação empresarial responsável".

Relatório

Um relatório do CPRM, elaborado no mês de setembro de 2018, mostrou três possíveis causas que podem influenciar no surgimento de tremores e consequentemente das rachaduras no Pinheiro.

Entre os fatores estão o surgimento de uma dolina - quando parte do solo cede formando uma cratera, a localização do bairro em uma área tectonicamente ativa e a exploração de sal-gema na área. A exploração do mineral é realizada a poucos metros dos principais pontos afetados, próximo à Lagoa Mundaú.

Segundo Tácio Mendonça, diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), as atividades de mineração na região foram suspensas em julho de 2018, mas apenas nos cinco poços existentes no bairro do Pinheiro.

A exploração continua em quatro poços em regiões próximas, como Bebedouro e Mutange. O especialista também frisou que os poços que continuam em atividade estão na região lagunar e não nos bairros. 

“A Braskem está fazendo a abertura de todos os poços para Investigação, como saber pressão entre outras questões, informou.

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