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PATRIMÔNIO AMEAÇADO

Trabalhadores rurais de Minas ameaçam queimar usina de João Lyra

Assessoria

06/07/2016 14h02

Usina de Triálcool, uma das cinco pertencentes a João Lyra
Usina de Triálcool, uma das cinco pertencentes a João Lyra

 O desembargador João Luiz Azevedo Lessa, presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), e o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque Melo conversaram, nesta quarta-feira (6), com prefeitos e vereadores de duas cidades de Minas Gerais. Os políticos explicaram as dificuldades que os municípios estão enfrentando, desde 2013, devido à paralisação das usinas Triálcool e Vale do Paranaíba, pertencentes à massa falida do Grupo João Lyra, e a necessidade de vendê-las para recuperar a economia da região.

Segundo o desembargador Tutmés Airan, a expectativa é que as unidades de processamento de álcool e açúcar em Minas Gerais sejam vendidas o mais rápido possível para evitar o sucateamento e garantir o pagamento das dívidas da massa falida. “Esses municípios dependem, fundamentalmente, dessa área de produção de riqueza. Então eles vieram saber se essas usinas serão vendidas, se serão arrendadas e quando elas voltarão a funcionar. Essas providências dependem do desenrolar do processo de falência do Grupo João Lyra. Já há entendimentos no sentido de venda das unidades, o que é muito importante porque além de resolver o problema dos municípios, vai possibilitar pagar os credores, principalmente os fornecedores e trabalhadores”, disse.

Ainda de acordo com Tutmés Airan, a comitiva deverá se reunir com o magistrado Kleber Borba, responsável pelo processo da massa falida, nesta sexta-feira (8), às 10h. O encontro ocorrerá no gabinete do desembargador. A prefeita de Capinópolis, Dinair Isaac, explicou que o objetivo da vinda a Alagoas foi sensibilizar o Poder Judiciário alagoano quanto às dificuldades enfrentadas pelo município, no qual está localizada a Usina Vale do Paranaíba.

 “Nossos municípios já não suportam mais a ansiedade e o colapso que aconteceu com o fechamento das usinas. Muitos trabalhadores ficaram sem seus acertos trabalhistas e houve uma influência negativa no comércio local, lojas fechadas, empresários passando por dificuldades e houve uma queda na receita do município. Estamos sofrendo muito e não temos onde buscar uma melhora na nossa receita para oferecermos amparo a esses trabalhadores e gerar empregos”, disse.

 O prefeito de Canápolis, Diógenes Roberto Borges, também destacou a importância econômica que a Usina Triálcool possui para a cidade de 12 mil habitantes e região. De acordo com o prefeito, as usinas geravam mais de seis mil empregos para os municípios de Canápolis, Capinópolis, Ipiaçu, Cachoeira, Ituiutaba e Monte Alegre. “Estamos realmente muito ansiosos para que tenha uma definição do que vai acontecer com as usinas porque, desde 2013, vivemos com esse transtorno social, dificuldades de empregos e renda em nossos municípios”, afirmou.

 O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Canápolis, Roberto Martins de Menezes, contou que a categoria também foi prejudicada, já que não recebeu os valores das terras arrendadas para plantação da cana-de-açúcar. “Tem mais de três anos que não tem pagamento para o produtor rural, muitos deixaram de pagar a faculdade dos filhos que estavam estudando quando as terras estavam arrendadas. Além disso, os movimentos rurais, junto com os trabalhadores da Triálcool, estão se agrupando em uma área esperando a negociação e se isso não acontecer eles pretendem invadir as terras e falam até em queimar a usina. Estamos vivendo um momento muito difícil no nosso município, porque se isso vier a acontecer jamais vai ter arrendamento ou venda da Triálcool que vai ser sucateada”, ressaltou.

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