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HU recebe verba emergencial e atendimentos deve retornar no dia 10

28/09/2015 10h10

A superintendência do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA) participará de uma reunião no Ministério Público Federal, na tarde desta segunda-feira (28), para apresentar documentação e as medidas adotadas antes de suspender as cirurgias; internamentos de pacientes da clínica médica e pediátrica e o registro de novos pacientes na oncologia.

De acordo com o hospital, não existe condições de reabrir a unidade para realização desses procedimentos sem que haja uma mudança no cenário da crise de desabastecimento de medicamentos, insumos e material médico-cirúrgico. A unidade conseguiu uma verba emergência no R$ 2,7 milhões, oriundo do Ministério da Educação.

O valor deverá ser depositado ainda nesta segunda-feira na conta do Hospital, no entanto a estimativa da superintendência é que todos esses atendimentos sejam retomados a partir do dia 10 de outubro. Através da assessoria, o Hospital Universitário explicou que mesmo com a verba, existe um prazo para aquisição do material e o envio dos fornecedores.

O Ministério Público Federal determinou um prazo de 48 horas para que o hospital restabeleça os serviços de assistência. A crise no abastecimento do hospital foi gerada, principalmente, pela não descentralização dos recursos financeiros do Rehuf pelo Ministério da Saúde, uma prática que afetou todos os hospitais universitários administrados pela Ebserh.

Direção do Hospital Geral do Estado afirma que custo da unidade sofrerá aumento

Sem a realização de cirurgias eletivas, os pacientes serão conduzidos naturalmente a um quadro clínico agudo quando precisarão passar por uma cirurgia de emergência. Para a diretora do Hospital Geral do Estado (HGE), Verônica Eike Omena, a medida de suspensão colocará a unidade em evidência por conta da superlotação.

A diretora coloca que o HGE é uma unidade com características para procedimento de urgência e emergência e terá que abrir novas salas de cirurgias para tentar atender a demanda.  “O número de procedimentos deve avançar, como também a gravidade para esses pacientes. Ele [HGE] vai apresentar um outro prognóstico totalmente diferente, pois estará fazendo uma intervenção em um paciente que passou daquele tempo de realizar uma cirurgia eletiva”, disse a diretora.

Com característica para procedimento de urgência e emergência, Verônica explica ainda que nesse tipo de procedimento não é possível fazer um estudo ampliado sobre as condições do paciente, aumentando ainda mais o nível morbidade. Essa situação é muito grave para o pacientes.

“Com a gravidade, os pacientes passam para outro quadro clínico. Na cirurgia eletiva ele encontra-se estável para o procedimento, mas ao fazer uma cirurgia de urgência esse quadro de estabilidade não existe mais. Esse paciente chega com uma morbidade muito maior”, completou a diretora.

Sobre a superlotação, Verônica explica que o HGE sempre está em evidência quando se tratada do número de leitos, mas esclarece que é difícil prever o número de recebimento de pacientes se tratando de um hospital porta que funciona 24 horas. “Essa suspensão do HU fará com que os custos do hospital aumentem mais ainda, assim como o consumo de insumos e medicamentos”, alertou.

Fonte: Cada Minuto

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