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ACIDENTE

Tripulação não informou à torre sobre provável pane, revela investigador

24/09/2015 09h09

Tripulação não informou à torre sobre provável pane, revela investigador

Os integrantes do Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), com sede no Recife, que estão em Maceió desde a noite dessa quarta-feira (23), com o propósito de apurar as prováveis causas do acidente do helicóptero da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) e que matou quatro militares, adiantaram que nenhum contato dos tripulantes foi feito para a sala de controle de voos, no Aeroporto de Maceió. Esta informação também foi confirmada pelo comandante do Grupamento Aéreo de Alagoas, coronel André Madeiro.

Como o registro de pane não foi comunicado aos controladores, o trabalho executado pelos investigadores será concentrado especificamente no local do acidente. Os três membros do Seripa já foram até o bairro de Santa Lúcia, na manhã desta quinta-feira (24), com o intuito de recolher todos os elementos necessários para ajudar na elucidação do acidente. O engenheiro responsável pela empresa fabricante da aeronave também vai ajudar nesta tarefa.

O coronel José Roberto Mendes da Silva, que comanda a equipe de investigadores, disse, à Gazetaweb, que as atividades hoje vão se concentrar na pesquisa minuciosa de todo e qualquer indício que possa colaborar na apuração. O trabalho é somente o começo de um quebra-cabeças a ser montado até que o relatório final indicando as possíveis causas do acidente seja divulgado. Ainda não há prazo para que o documento seja divulgado.

“Temos trinta dias para fazer o registro inicial das informações que coletamos em Alagoas. O materiais que vamos recolher serão periciados. Tudo será levado em consideração”, avalia o investigador José Roberto. Segundo ele, o trabalho vai ser muito difícil já que os destroços queimaram muito após a explosão.

Ele revelou que foram encontradas peças do helicóptero a 50 metros do local exato da queda. Apesar das dificuldade, o coronel avisa que a apuração será minuciosa, com uma pesquisa bem detalhada do que pode ter provocado o acidente em Maceió.

O coronel adiantou que esses modelos de helicóptero não possuem caixas-pretas ou qualquer equipamento que grave os diálogos entre os pilotos e os controladores de voo. Somente as aeronaves mais modernas e comerciais possuem a exigência para ter os aparelhos, que acabam sendo fundamentais nas investigações de acidentes aéreos. Porém, o investigador acredita que vários fatores podem motivar tragédias assim, a exemplo de manutenção inadequada, operação frustrada da aeronave (falha humana, instrução equivocada, treinamento e gerenciamento de cabine errados), ou algum tipo de ação equivocada de emergência, além de padrões inadequados na execução do projeto da própria aeronave.

Já o comandante do Grupamento Aéreo disse que a tripulação alçou voo por volta de 11 horas da manhã, do aeroporto, com destino à Santa Lúcia. No meio do caminho fez um procedimento de simulação de pouso no Aeroclube, mas ganhou altitude novamente e, ao fazer a curva a esquerda, caiu. Ele explica que o simulado pode acontecer em ocasiões em que o piloto julgue necessárias para avaliar condições de tempo e/ou para receber instruções de voo. Ele acredita que, se a tripulação estivesse com uma pane, certamente o piloto já tentaria pousar ali mesmo.

Fonte: GazetaWeb

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