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SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

Secretário da Educação diz que greve paralisou 18% das escolas

06/08/2015 09h09

Secretário da Educação diz que greve paralisou 18% das escolas

O vice-governador de Alagoas e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, declarou nesta quinta-feira (6), durante entrevistas, que aguarda o cumprimento da decisão judicial – que decretou a greve dos trabalhadores da educação ilegal – por parte do sindicato da categoria. De acordo com ele, a paralisação dos profissionais afetou o funcionamento de cerca de 18% das escolas estaduais.

“Quem mais sai perdendo com a greve são os alunos. Nós vivemos em uma democracia e respeitamos a decisão dos profissionais de parar as atividades, mas também achamos que a decisão da Justiça deve ser cumprida. Independentemente da greve ser decretada ilegal ou não, eu sempre fiz um apelo para as categorias porque sei que o governo não pode dar um aumento maior do que o que foi oferecido. Há uma necessidade de reposição salarial e de melhorias na educação, mas a precarização que existe na área não pode ser resolvida de uma só vez”, afirmou Luciano Barbosa.

Ele lembrou que os reflexos da greve podem prejudicar Alagoas na realização da Prova Brasil, que acontece este ano, e destacou que está sendo iniciada uma nova gestão na educação e é preciso tempo para resolver todos os problemas encontrados.

“A greve acabou, porque há uma decisão judicial. Espero que o sindicato cumpra a decisão da Justiça, pois estamos falando da pior educação do Brasil”, enfatiza.

Sobre os recursos da educação, Luciano Barbosa falou ainda que os 60% do Fundeb que devem ser destinados ao pagamento dos servidores estão sendo respeitados. Lembrou ainda que todo aumento salarial para os servidores ativos também tem impacto na folha dos inativos, destacando que Alagoas está no limite de comprometimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Estamos no limite de comprometimento do estado. O país vive uma crise e não é diferente em Alagoas. Não podemos nos comprometer além do limite e correr o risco de ficar sem receber recursos federais. Eu acredito muito que nos próximos dez anos vamos dar uma guinada na educação”, disse.

A GREVE

Na última terça-feira (4), durante assembleia dos servidores, o Sinteal afirmou que ainda não havia sido notificado sobre a decisão judicial que decretou a greve ilegal. A paralisação da categoria teve início no dia 16 de julho e, segundo os trabalhadores da educação, deixou cerca de 200 mil alunos sem aulas no Estado.

Os educadores reivindicam reajuste salarial de 13,01%, melhores condições de trabalho, aplicação de progressões, reforma de escolas e o fim da precarização dos servidores. Desde maio eles tentavam uma negociação com o governo. O reajuste oferecido pelo Poder Executivo foi de 7% parcelados em três vezes, o que foi rejeitado pelos profissionais.

A Gazetaweb tentou falar com a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, mas o celular estava desligado.

Fonte: GazetaWeb

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