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PREFEITO

Rui Palmeira diz que não quis generalizar ao criticar 'bico' de médicos no PAM

03/08/2015 10h10

Rui Palmeira diz que não quis generalizar ao criticar 'bico' de médicos no PAM

Depois de criticar a paralisação dos médicos do PAM Salgadinho, alegando que os profissionais fariam da unidade um “bico” e que recebiam salários de até R$ 30 mil, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) recuou nesta segunda-feira (3) e afirmou à imprensa não querer “generalizar” ao comentar a greve.

“Eu não quis generalizar. Mas alguns não são bons profissionais. E não vamos tolerar a parcela que faz o município de bico”, ressaltou o prefeito durante abertura do I Seminário de Política Profissional.

Desde cedo, o PAM Salgadinho está com atendimento prejudicado devido à greve dos médicos, que cobram melhores condições de trabalho. Apenas 30% dos serviços estão sendo mantidos e a paralisação, que acontece por tempo indeterminado, acabou indignando quem procurou o local nesta segunda.

E quem buscou consultas e exames por lá terminou tendo que voltar para casa mais cedo, já que, além dos médicos, os trabalhadores da área administrativa da unidade também decidiram cruzar os braços pelas próximas 72 horas. Foi o caso da dona de casa Maria Aline, de 25 anos, que veio de Viçosa para se consultar com um cirurgião.

Ela afirma que chegou em Maceió por volta das 4h da manhã e que pagou R$50 com os custos de deslocamento. "Não sabia que o PAM estava em greve e, quando abriram a unidade, a moça me informou que não teria atendimento. Deixei meus filhos com a minha sogra e é um absurdo porque até onde eu moro eu não consigo ser atendida. Eu vou ter que voltar para um posto e remarcar a consulta de novo", disse.

Já Maria Marlene dos Santos, 63, moradora do bairro do Jacintinho, se dirigiu ao posto para marcar um exame cardiológico, mas não foi atendida. "Ainda não me informaram nada. Ninguém apareceu no setor. Estou aguardando alguém aparecer. Só preciso marcar o exame porque os pacientes demoram muito para receber atendimento”.

O diretor administrativo do PAM, César Oliveira, disse que ainda não sabe se há pacientes para os médicos que estão atendendo e que ainda será avaliado um calendário de prioridades. "Os pacientes vão remarcar o retorno, que é daqui a 15 dias. Minha preocupação é como vai ser feito o atendimento. Mas vamos criar um calendário de prioridade para idosos, gestantes", explicou.

ENTENDA O CASO

Médicos da rede municipal de saúde que atendem no PAM Salgadinho paralisaram as atividades por tempo indeterminado a partir de hoje. Eles lutam por melhores condições de trabalho e apenas 30% dos serviços na unidade foram mantidos. A Prefeitura de Maceió deve entrar na Justiça pedindo a nulidade da paralisação.

Os trabalhadores da área administrativa também cruzaram os braços e não vão trabalhar nas próximas 72 horas. Eles exigem a apresentação, por parte da prefeitura, de um cronograma de reestruturação da unidade de saúde e afirmam que, se o problema não for resolvido, podem deflagrar greve por tempo indeterminado, caso nenhuma providência for adotada pelo Município.

Fonte: GazetaWeb

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