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GOVERNO

Governo de AL diz que Operação Padrão dos militares é inoportuna

26/06/2015 09h09

O governo de Alagoas se posicionou a respeito da Operação Padrão, deflagrada nesta sexta-feira (26) pelos militares. Por meio de um comunicado, o Estado diz que considera a mobilização inoportuna e que a posição adotada não é justificável.

Os militares cobram a reposição salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCa), o que assegura que o salário da categoria tenha a recomposição da inflação do período atual.

Segundo o governo, medidas que valorizam a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão sendo tomadas. "Os militares, em conformidade com a Lei 7.580/2014, tiveram reajuste que varia entre 16% e 22%, a depender da patente; que garantiu as revisões anuais, inclusive a de 2014, e ganho real, mesmo com as dificuldades do atual cenário econômico vivenciado pelo país, de crise e ajustes", diz o texto.

Além disso, o Estado informou que o percentual concedido aos militares neste ano é maior do que o proposto a todas as demais categorias reunidas e se comprometeu a honrar todos os compromissos assumidos.

O presidente do Conselho Deliberativo da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), coronel Ivon, disse ao G1 na quinta-feira (25) que a categoria ficou sabendo que o Estado afirmou não ser possível pagar o IPCa.

"A informação que tivemos é que nem os policiais nem os bombeiros militares estavam inclusos no reajuste do funcionalismo público com base na inflação. Nós queremos 7,9% de reajuste e até que tenhamos um acordo, vamos manter a Operação Padrão", afirmou o coronel.

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) informou, na quinta, que ainda não há uma definição sobre o reajuste da categoria, mas que o canal de diálogo continua aberto. A secretaria informou ainda que se não for possível o IPCa, vai tentar uma contraproposta que beneficie os militares.

Durante a Operação Padrão, os militares não vão fazer atividades que não estejam de acordo com as funções regulares, como dirigir viaturas sem habilitação específica ou exceder a carga horária de trabalho. A categoria informou que não vai reduzir o trabalho ostensivo nas ruas.

Confira o comunicado do governo na íntegra:

O governo de Alagoas considera inoportuna a decisão da assembleia de militares, realizada nesta quinta-feira (25). A posição adotada não é justificável, diante do esforço que o governo tem feito no sentido do diálogo e da valorização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Os militares, em conformidade com a Lei 7.580/2014, tiveram reajuste que varia entre 16% e 22%, a depender da patente; que garantiu as revisões anuais, inclusive a de 2014, e ganho real, mesmo com as dificuldades do atual cenário econômico vivenciado pelo país, de crise e ajustes.

O percentual concedido à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros neste ano é maior do que o proposto a todas as demais categorias reunidas.

É importante lembrar que somos o Estado com a maior redução de criminalidade, nos cinco primeiros meses deste ano, fruto do trabalho árduo de todos. Não podemos colocar essa conquista em risco de retrocesso. A sociedade espera e merece que Alagoas avance nesse caminho.

O Estado honrará todos os compromissos assumidos, mantendo a responsabilidade de não expor a risco o pagamento em dia de todo o funcionalismo.

O governo de Alagoas confia no senso de dever das corporações militares e continua aberto ao diálogo franco e civilizado para construir o entendimento, sempre colocando em primeiro lugar o interesse da sociedade alagoana.

Secretaria de Estado da Comunicação

Fonte: G1

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