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CIDADES

Ministério da Integração mapeia áreas de risco em Alagoas

18/12/2014 11h11

Um trabalho de quatro anos de pesquisa e estudos sobre as áreas de risco no Brasil foi entregue ontem (17), na Associação dos Municípios Alagoanos, aos prefeitos das cidades atingidas pela enchente de 2010. “Não é uma resposta ao desastre”, diz o professor Roberto Coutinho, da Universidade Federal de Pernambuco, mas um grande relatório técnico de conhecimento. “Com base nos dados apurados e o suporte de pesquisa a repercussão dos desastres inevitáveis poderá ser muito menor”, complementou Coutinho.

A lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil – PNPDEC e regula o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil – SINPDEC e o Conselho Nacional de Proteção e Defesa Civil – CONPDEC autorizou a criação de um sistema de informações e monitoramento de desastres para evitar tragédias no país. Para implementar o que manda a lei, o Governo Federal por meio do Ministério da Integração Nacional, iniciou uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco, através do Grupo de Engenharia Geotécnica de Encostas e Planícies para avaliar a vulnerabilidade e os riscos em áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações em Alagoas e garantir a implantação de laboratório especializado de apoio. “Um trabalho técnico e minucioso que garante aos municípios ter um perfil completo de suas áreas para executar as sugestões previstas”, disse o analista do Ministério da Integração, Getúlio Ezequiel Peixoto Filho.

Em Alagoas os municípios contemplados com as análises foram: Quebrangulo, Branquinha, União dos Palmares, Murici, Maceió, Marechal Deodoro, Paripueira, Barra de São Miguel, Santana do Mundaú e Coruripe. A empresa TWG Consultoria e Projetos Geológicos foi a responsável por fazer esses levantamentos que tem frentes de ação como mapeamento, sensibilização e diagnóstico para auxílio no mapeamento urbano, monitoramento e alerta. Lucas Marinho, geólogo e gerente do projeto diz que todas as cidades visitadas são vulneráveis, têm problemas específicos, mas aponta para intervenções necessárias em todas como revegetação, drenagem e melhoria do planejamento urbano.

O resultado do trabalho foi recebido pelos prefeitos como uma grande e importante contribuição para complementar as ações que vem sendo feitas nos últimos quatro anos. O prefeito de Quebrangulo, Manoel Tenório reconheceu todo o investimento já feito pelo governo federal e disse que, diante dos novos dados, os prefeitos vão precisar do apoio da bancada federal, através de emendas, para  executar as sugestões do relatório. “Os municípios passam por um dos piores momentos financeiros e sozinhos, não têm capacidade de absorver todas as demandas”, afirmou.

A AMA é a referência para os coordenadores municipais, destacou o presidente da entidade Jorge Dantas que, ao lado do vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira, fizeram questão de também conhecer o relatório.

 

Fonte: Portal Tribuna Hoje

 

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