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JUSTIÇA

Tribunal de Justiça anula júri do caso Davi Hora

10/12/2014 19h07

Por unanimidade de votos, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) anulou, durante sessão desta quarta-feira (10), o julgamento que absolveu Rodolfo Amaral, acusado de matar o estudante Davi Hora, ocorrido em São Miguel dos Campos, no dia 30 de junho deste ano. Com a decisão, o jovem vai ter que sentar novamente no banco dos réus.

“Vamos apurar as informações que recebemos de que o júri teria sido procurado para votar a favor do réu. Se não tivermos nada que desabone o julgamento em São Miguel, o julgamento deve ser lá novamente. Acreditamos que ainda em 2015, quando o caso completa 10 anos”, ressaltou o advogado da acusação, Welton Roberto.

O advogado Raimundo Palmeira, que defende o réu, disse que vai recorrer da decisão. “Vamos esperar a publicação da decisão para entrar com um recurso. De qualquer maneira, não temos dúvida de que, se ele for julgado novamente, será absolvido mais uma vez. A sociedade tem sido justa nesses casos e não vai condenar alguém por algo que não fez, mesmo diante da dor de uma família”, afirmou.

Durante a sessão do TJ/AL desta quarta-feira, Welton Roberto pediu a anulação do julgamento alegando que os jurados apreciaram algo que não foi apresentado nos autos. Ele disse que Rodolfo estava embriagado e nenhum dos amigos queria que ele dirigisse. Contou ainda que Davi brincou que, se Rodolfo o matasse, voltava para pegá-lo. “Rodolfo disse: você não mata ninguém, gordinho. Pegou a arma e disparou na direção da cabeça dele”, relatou o advogado.

“Por incrível que pareça, os jurados apontam um caminho totalmente diferente das provas técnicas e até do que foi apresentado pela defesa”, completou Welton, destacando que Rodolfo foi absolvido por negativa de autoria.

O advogado de defesa, Raimundo Palmeira, relatou que, conforme testemunhas, os dois estavam brincando com a arma quando ela disparou. “Estavam brincando com a arma, cada um puxando para um lado. Mostrei dois vídeos de que essa arma pode disparar sozinha. A defesa apresentou, sim, que o réu nunca puxou o gatilho", contou.

Segundo ele, o réu poderia até ser punido por estar brincando com uma arma, pela imprudência, mas não pelo disparo.

 

Fonte: Portal Gazetaweb

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