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Retirada do trigo do Moinho Motrisa deve durar 48 horas, diz empresa

Local foi atingido pelo desabamento de parte de uma das torres. Retirada do material começou na madrugada desta terça-feira (8).

Do G1 AL

08/04/2014 09h09

Retirada do trigo do Moinho Motrisa deve durar 48 horas, diz empresa

A retirada do trigo das torres do Moinho Motrisa, uma fábrica de alimentos localizada na Avenida Comendador Leão, no bairro doPoço, começou na madrugada desta terça-feira (8), atingido pelo desabamento de parte de uma das torres. De acordo com a empresa, o trabalho nas duas torres que ainda estavam com reserva de trigo deve durar 48 horas.

se espalhou na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, em Maceió, após o desabamento de uma das torres da fábrica Moinho Motrisa, deve durar cerca de 48 horas, segundo a avaliação dos responsáveis pela empresa de alimento. O trabalho, que começou durante a madrugada, deve prosseguir durante as próximas horas com a ajuda do Corpo de Bombeiros, que retomou às buscas por vítimas em meio aos escombros.

O acidente aconteceu na tarde de segunda-feira (7) e deixou vítimas feridas e carros soterrados pelo trigo armazenado no silo da fábrica que se rompeu. As buscas por vítimas e a limpeza da área atingida pelo desabamento foram suspensas por volta de 23h30 e recomeçam a partir das 8h desta terça.

O moinho conta com quatro torres, mas apenas três estavam com trigo. O grupo Moinhos de Trigo Indígena S/A (Motrisa) informou que a torre que desabou estava com capacidade quase completa, uma outra com 80% e a terceira com 30%. Segundo a empresa, a retirada do trigo iniciou a pedido da Defesa Civil e da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e estão sendo feitas por carretas contratadas.

O gerente de Marketing e Produtos da Motrisa, Rafael Benedetti, disse que a estimativa é que os trabalhos de retirada durem 48h. O material está sendo armazenado no porto de Maceió. A maior parte do trigo, segundo o gerente, é proveniente do Canadá. “A parte que caiu na rua está separada do material das outras torres e será analisada”, explicou.

Benedetti informou que, desde que o acidente aconteceu, a empresa vem se mobilizando para dar suporte ao trabalho dos Bombeiros no resgate das vítimas. “Estamos em contato com o hospital e acompanhamos as buscas. Também estamos acompanhando a situação das famílias que tiveram que deixar suas casas e, na madrugada, encaminhamos algumas pessoas para um hotel”, falou.

Área isolada

A Defesa Civil de Maceió isolou 26 imóveis de uma vila que fica por trás do moinho devido ao risco de novos desabamentos. Os moradores da região foram orientados a procurar abrigo na casa de parentes. De acordo com o coronel Amâncio Nunes, secretário estadual da Defesa Civil, o isolamento deve durar entre uma semana e 15 dias, até o fim dos trabalhos no local.

Este é o caso da dona de casa Lúcia Sampaio, que teve parte da estrutura de sua residência danificada com o desabamento. “Foi um susto muito grande, achei que uma carreta havia invadido minha casa. Ficou areia até o muro do quintal. Por sorte ninguém ficou ferido”, contou.

Foram necessárias oito viaturas do Corpo de Bombeiros, nove do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e ainda duas motos para prestar socorro aos feridos. Diante da gravidade do acidente, viaturas reservas também foram encaminhadas ao local. "Quem estava a pelo menos 500 metros do local sofreu com o impacto do acidente", disse o supervisor do Samu, Rodrigo Elisário.

A identidade das vítimas foi divulgada por meio de um boletim médico durante a noite de segunda-feira. Jonas Natanael dos Santos Feitosa, 17, foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado gravíssimo. Já José Cicero Bernardo da Silva, 47, Ricardo Lima de Souza, 43, José Gomes da Silva, 67, e Joseli Gregório de Andrade, 47, encontram-se em observação e o estado de saúde deles é considerado estável.

Um dos feridos encaminhados ao HGE, Ricardo Souza, conta que estava em uma oficina mecânica no momento do acidente. "O trigo me levou. Fui parar debaixo de um carro. Não deu tempo de correr. O rapaz que está entubado [Jonas Feitosa] estava dentro da oficina também e acabou imprensado entre os carros", contou.

Moradores da região que presenciaram o acidente contaram à reportagem que a estrutura do prédio não passava por manutenção regular. O coordenador da Defesa Civil de Maceió, Dinário Lemos, afirmou que não havia irregularidades quanto à fiscalização do prédio. "Toda a documentação do moinho estava regularizada, também não recebemos nenhuma reclamação ou denúncia que apontasse o contrário".

Pelo menos cinco viaturas da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) foram acionadas para controlar o trânsito na região e desviar o tráfego. Duas máquinas retroescavadeiras e um caminhão caçamba trabalham na remoção do produto espalhado na via.

 

 

Fonte: G1 Alagoas

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