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Meio Ambiente

Órgãos de Maceió vão trabalhar em conjunto para sanar 'línguas negras'

IMA, Casal e Seminfra firmaram acordo em reunião nesta terça-feira (7). Estudo aponta que só 32% do esgoto são tratados em Maceió

Do G1 AL

08/01/2014 09h09

Órgãos de Maceió vão trabalhar em conjunto para sanar 'línguas negras'

Em Maceió, apenas 32% do esgoto são tratados, segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra). O restante vai para a natureza. Em uma tentativa de acabar com o problema das chamadas "línguas negras", presentes em toda a orla da capital, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) se compromoteram, em reunião realizada nesta terça-feira (7), a desenvolver ações conjuntas.

O encontro, segundo a assessoria de comunicação do IMA, foi realizado após um levantamento feito pela Diretoria de Laboratório que apresentou desconformidade com o que determina o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O presidente da Casal, Álvaro Machado, e o secretário de Infraestrutura, Roberto Fernandes, disseram que o problema é delicado para ser resolvido, mas se prontificaram a buscar soluções. As equipes dos três órgãos devem iniciar uma ação conjunta para atender a demanda do IMA, de não permitir a emissão de esgoto nas praias de Maceió.

Segundo Roberto Fernandes, a Seminfra deverá trabalhar com a Casal no sentido de buscar apoio e resolver o problema. Álvaro Machado explicou que o maior desafio, na orla da capital, seriam obras que estão sendo feitas para desobstrução do canal, entre as estações das praças 13 de maio e Lions, além da necessidade de melhorar e modernizar a rede.

Adriano Augusto, diretor-presidente do IMA, disse que o Instituto “não pode se omitir e tem que cumprir o que determina a legislação. As análises feitas com base no que determina o Conama mostram que há alguma coisa errada, considerando que há uma diminuição das chuvas nessa época do ano e as galerias de águas pluviais não deveriam verter efluentes nocivos ao meio ambiente".

Ele disse ainda que haverá continuidade na ação. “Essa foi uma primeira reunião técnica, um primeiro passo. Apresentamos nossos dados para que possamos trabalhar em conjunto para encontrar solução”, afirmou Adriano Augusto.

Balneabilidade
Os banhistas e pedestres que circulam pela orla de Maceió sentem de longe o mau cheiro e percebem que o esgoto é jogado nas praias indicriminadamente contrastando com a beleza natural das praias de Maceió. A balneabilidade, realizada frequentemente pelo IMA, aponta, em média, 11 pontos impróprios para banho na região metropolitana.

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