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Alagoas

'ALE tem servidores parasitas', diz Sérgio Jucá

Quinze promotores foram designados para investigar supostos desvios. Deputado denunciou irregularidades na movimentação bancária da ALE

Do G1 AL, com informações da TV Gazeta

07/10/2013 08h08

'ALE tem servidores parasitas', diz Sérgio Jucá

O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, declarou que a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) de Alagoas mantém servidores “parasitas”, que recebem sem trabalhar. A afirmação foi feita em entrevista ao Bom Dia Alagoas, na manhã desta segunda-feira (7), quando Jucá falou sobre denúncias de fraudes na folha de pagamento da ALE.

No último dia 15 de agosto, o procurador-geral instaurou um inquérito civil para investigar o conteúdo da representação enviada ao MP pelo deputado João Henrique Caldas (PTN), que denunciou irregularidades na movimentação bancária da Casa de Tavares Bastos.

Segundo Jucá, 15 promotores foram designados para investigar a denúncia. Ele informou que o trabalho é sigiloso e que já estão sendo reunidos elementos fortes que determinam a ocorrência de uma série de irregularidades. “Não é apenas uma folha de pagamento, mas um bando de parasitas que recebem sem trabalhar. Outro absurdo é que o número de comissionados é maior que o de funcionários efetivos e isso viola a Constituição Federal”, declarou.

O procurador-geral destacou que, além das fraudes, existe o problema de 23 médicos que constam no quadro de funcionários, mas não comparecem para trabalhar. “No ambulatório não tem nem mercúrio cromo”, disse.

Juca destacou que a investigação do MP pode não ser rápida, mas que terá resultados concretos. “É preciso que se esclareça de uma vez por todas o que ocorre na Assembleia Legislativa. O abuso contra o erário não perdurará”, ressaltou.

 

Denúncia

No dia 25 de junho deste ano, o deputado João Henrique Caldas (PTN) convocou uma coletiva de imprensa e apresentou documentos que indicam irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo ele, foram R$ 4,7 milhões sacados sem justificativa no ano de 2011.

O deputado explicou que havia requerido, em 2011, os dados das movimentações financeiras da ALE à Mesa Diretora e, posteriormente, para a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno. No entanto, seus pedidos feitos à Caixa só foram atendidos em junho deste ano, após decisões favoráveis do juiz da 6ª Vara Federal, Marcelo Gonçalves, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Toledo Silva.

No último dia 15 de agosto, o procurador-geral Sérgio Jucá instaurou um inquérito civil para investigar o conteúdo da representação enviada ao MP pelo parlamentar, que denuncia irregularidades na movimentação bancária da ALE. 

No dia 29 deste mês, uma reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo, denunciou que servidores da ALE receberam o Bolsa-Família, benefício do governo federal para pessoas pobres com renda de até R$ 70 por mês. Um dia depois, uma funcionária pública que havia sido citada na reportagem foi exonerada.

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