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Alagoas

Receita Federal cobra documentação financeira da Assembleia de Alagoas

Auditores estiveram na Casa de Tavares Bastos nesta quinta-feira (3). Depois que os documentos forem analisados, serão entregues ao MP

Do G1 AL

04/10/2013 09h09

Durante a tarde desta quinta-feira (3), auditores da Receita Federal estiveram na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para solicitar ao presidente da Casa, o deputado Fernando Toledo (PSDB), documentos relativos às movimentações financeiras, após a instauração de ação civil pública pelo Ministério Público. O órgão apura as denúncias feitas pelo deputado João Henrique Caldas (PTN), sobre irregularidades nas folhas de pagamento da Casa de Tavares Bastos.

De acordo com o delegado da Receita Federal em Alagoas, Edmundo Tojal, os documentos são necessários para que haja um controle financeiro das contas da ALE. “Os auditores foram até lá para solicitar informações e a documentação necessária para as investigações. Isso foi realizado a pedido do Ministério Público Estadual”.

À reportagem do G1, Tojal disse que não sabia o prazo que a Casa de Tavares Bastos tinha para encaminhar os documentos. “Depois que os documentos forem analisados, iremos encaminhar ao Ministério Público”, reforça.

O Fantástico teve acesso à folha de pagamento dos últimos quatro anos da ALE e exibiu uma reportagem, no último domingo (29), sobre os indícios de irregularidades nas contas da Assembleia de Alagoas. Dentre as irregularidades estão: ex-deputados que, mesmo depois de morrerem, receberam salários durante três meses. Além de funcionários vivos que teriam recebido duas, três vezes mais que o salário oficial e os fantasmas: funcionários que recebem, mas não trabalham.

De acordo com a reportagem, em quatro anos, cerca de 108 mil depósitos foram realizados nas contas de funcionários da ALE. Desvios que podem passar dos R$ 70 milhões.

Denúncias
No dia 25 de junho o deputado João Henrique Caldas (PTN) convocou uma coletiva de imprensa e apresentou documentos que indicam irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo ele, foram R$ 4,7 milhões sacados sem justificativa no ano de 2011.

O deputado explicou que havia requerido, em 2011, os dados das movimentações financeiras da ALE à Mesa Diretora e, posteriormente, para a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno. No entanto, seus pedidos feitos à Caixa só foram atendidos em junho deste ano, após decisões favoráveis do juiz da 6ª Vara Federal, Marcelo Gonçalves, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Toledo Silva. “Esses saques foram como um desconto na boca do caixa. Existe a movimentação, mas não há justificativa sobre a retirada", expôs JHC.

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