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03/04/2012

Democratas abre processo para expulsar Demóstenes Torres

O partido diz que entende que há estreita relação entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira. Para o DEM, a situação do senador é insustentável

G1, Bom dia Brasil

Em Brasília, o partido Democratas decidiu abrir um processo para expulsar o senador Demóstenes Torres.

 

Para os Democratas, a situação do senador é insustentável. E o PSOL quer antecipar a reunião do Conselho de Ética do Senado marcada para depois da Páscoa. E assim, acelerar a investigação por quebra de decoro parlamentar que pode resultar na cassação do mandato de Demóstenes Torres.

 

Os Democratas queria sair do foco. Há um mês, o partido vem sofrendo o desgaste por conta do senador Demóstenes Torres. E o presidente do partido, senador José Agripino (DEM-RN), anunciou: “Por desvio reiterado de conduta partidária, nós estamos abrindo um processo de expulsão do senador Demóstenes Torres”.

 

A decisão foi formalizada em uma carta. Nela, o partido diz que entende que há estreita relação entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira. O DEM havia dado uma semana para que Demóstenes apresentasse explicações, mas... “Nós demos esse prazo. O senador informou que está reunido com os seus advogados que não teria nada para dizer ao partido hoje. Então não nos resta outra alternativa. Quem sabe ele no bojo do processo disciplinar traga as explicações”, diz deputado ACM Neto (DEM-BA), líder do partido.

 

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro continua dizendo que ainda não conhece todo o processo, que tem mais de 300 conversas telefônicas entre Demóstenes e o bicheiro Cachoeira, preso há mais de um mês. “O que eu entendi dele agora e que ele me disse é que só poderá conversar politicamente após conhecer. É uma questão mínima”, declara.

 

No processo de expulsão, há prazo de uma semana para apresentação da defesa, só que colegas de partido acham que não será necessário. Acreditam que o senador vai pedir para se desligar do Democratas. Se optar pela desfiliação, o processo é extinto. E o partido fica livre de Demóstenes.

 

Mas, com ou sem partido, ele tem pela frente o processo no Conselho de Ética do Senado, por quebra de decoro parlamentar, que ainda está parado. O autor do pedido, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), líder do partido, quer antecipar a reunião marcada para daqui uma semana: “O que não pode é a instituição demorar, retardar nesse caso, deixar cada vez mais ter novas denúncias.”

 

O senador Demóstenes Torres repetiu a colegas que não pensa em renunciar, ainda assim, a pressão continua. “Se houvesse a renúncia, obviamente nós estaríamos livres de um enorme constrangimento, e reduziríamos esse espaço de desgaste que já é enorme e pode se aprofundar”, aponta o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido.

 

Na Câmara, cinco deputados também são suspeitos de envolvimento com Carlinhos Cachoeira. Stepan Nercessian, do PPS do Rio. E Carlos leréia, do PSDB. Sandes Júnior, do PP. Jovair Arantes, do PTB. E Rubens Otoni, do PT. Os quatro são de Goiás.

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