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21 de Novembro de 2017

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Edição nº 930 / 2017

13/07/2017 - 22:47:47

Maribondo vive situação inusitada

prefeito está preso por agressão e Vice ainda não foi empossado

José Fernando Martins [email protected]
O prefeito Leopoldo Pedrosa com o vice Serginho Marques

Populares de Maribondo estão revoltados. Rodovia bloqueada, pneus queimados e textos de protestos são publicados nas redes sociais. Porém, a razão do manifesto não é salários atrasados ou falta de água, por exemplo. E, sim, para pedir que o prefeito Leopoldo Pedrosa (PRB) volte ao cargo. 

O político está preso desde o dia 28 de junho sob a acusação de bater na ex-esposa Meiry Emanuella Oliveira Vasconcelos. Ela declarou à imprensa que foi agredida a ponto de desmaiar. A mãe dela, Rosineide de Oliveira Vasconcelos, também teria sido uma das vítimas da violência. Pedrosa já responde a outro processo criminal pela suposta prática dos crimes de embriaguez ao volante e uso de documento falso. 

Mais de quinze dias depois, a cidade está sem nenhum governante já que, até o momento, o vice-prefeito Serginho Marques (PRTB) não foi empossado pela Câmara de Vereadores. Marques se afastou do prefeito no começo do mandato por divergências políticas, no entanto, ainda seriam amigos. 

Grupo ligado ao vice informou ao EXTRA que a família do prefeito tem gerido o município, embora não tenha competência institucional para isso, além de que vereadores “teriam desaparecido” com o intuito de protelar a posse de Serginho. 

Segundo Marques, foi protocolado na Câmara um pedido para assumir o município, porém, “ninguém por parte do Legislativo entrou em contato comigo ainda.” O semanário conversou com o presidente da Câmara de Vereadores de Maribondo, Fernando Militão (PPS), para saber mais detalhes.

“O pedido de posse chegou nesta quarta-feira e foi encaminhado ao procurador da Câmara. Depois, conforme parecer, iremos convocar uma extraordinária para discutir o caso”, disse. 

Sobre a informação de que os vereadores “teriam sumido” do município, Militão rebate: “Ninguém sumiu. A Câmara que está em recesso”.  

PERDA DE MANDATO

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL), por meio do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, ajuizou ação penal, na segunda-feira (10), contra Leopoldo Pedrosa. O chefe do MPE/AL pediu a manutenção da prisão preventiva do gestor, assim como requereu a perda do mandato. 

“O Ministério Público é intransigente no cumprimento da lei. Em pleno século XXI não é concebível atitudes dessa natureza, repudiadas e enxergadas como monstruosas. Não tem outra opção, a nossa missão é a de garantir o respeito e a cidadania das pessoas e de fazer prevalecer a justiça”, declarou Alfredo Gaspar de Mendonça Neto.

De acordo com a denúncia, o prefeito de Maribondo praticou por três vezes o ilícito previsto no art.129, § 9º, do Código Penal, que trata de ofensa à integridade corporal ou à saúde de outra pessoa, desde que esse alguém seja aquele com quem se conviva ou tenha convivido em “relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade”. Por duas vezes as agressões foram contra a companheira de Leopoldo e, uma vez, em desfavor da sogra.

“Como efeito secundário da condenação, o pedido se estende à perda do cargo do denunciado junto à Prefeitura de Maribondo ou de qualquer outro cargo público que possa estar exercendo na ocasião em que ocorra a condenação”, finaliza a chefia do MPE/AL.

VIOLÊNCIA

De acordo com o processo, Meiry Emanuella Oliveira Vasconcelos foi agredida tal forma que chegou a desmaiar devido aos fortes golpes que levou, bem como que sua mãe, Rosineide de Oliveira Vasconcelos, que só não foi agredida com um pedaço de pau porque Jacyara de Oliveira Vasconcelos, irmã da vítima, conseguiu intervir.

Após a última agressão, Meiry Emanuella foi ao plantão do Complexo de Delegacias Especializadas e encaminhada a 2ª Delegacia Especializada Defesa da Mulher, na qual prestou queixa e entregou uma arma de fogo de propriedade do Leopoldo César.

À Polícia, Meiry Emanuelle relatou que não rompia o relacionamento por medo, porque quando dizia que queria se separar, já que não aguentava mais a situação, Leopoldo Pedrosa afirmava que “se ela não fosse dele, não seria de mais ninguém”. A vítima disse que teme bastante por sua vida e de sua família, tanto que um irmão seu foi morar no Rio de Janeiro por causa das ameaças do agressor. (Com assessoria)


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