Acompanhe nas redes sociais:

21 de Novembro de 2017

Outras Edições

Edição nº 930 / 2017

13/07/2017 - 22:44:12

Imposto dos combustíveis em Alagoas é um dos maiores do País

Deputado Bruno Toledo lembra que “Pacote do Santoro” elevou alíquota do produto de 26% para 29%, o quarto maior ICMS do país

Da Redação com Assessoria
Bruno Toledo diz que campanha do governador é demagógica

O deputado estadual Bruno Toledo (PROS) partiu para o “jogo duro” na oposição ao governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB). São várias as pautas em que o parlamentar tem se posicionado de forma contundente, como no recente caso onde apontou o uso politico-eleitoreiro da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev) por parte do Executivo estadual. 

Toledo tem denunciado ainda a carga tributária abusiva e algumas “maquiagens” da gestão de Renan Filho. Desta vez, o deputado do PROS questiona o governador sobre tentar “levar os louros” de uma possível redução do preço do combustível quando, as ações neste sentido nada tiveram a ver com o Executivo estadual, mas sim com outros fatores. 

Até a matéria mostrada por Renan Filho - em um video em que o chefe do Executivo estadual aparece se gabando de reduzir o preço da gasolina - mostra uma fiscalização que é feita pelo Procon do município. E se houve alguma pressão para cima de empresários, ela foi feita não por Renan Filho, mas sim por uma investigação dos vereadores de Maceió.

De acordo com Bruno Toledo, nunca houve preocupação do governo estadual com o preço da gasolina em Alagoas. O deputado diz que, ao contrário disso, o que houve foi um aumento significativo da alíquota do ICMS em cima do combustível, o que gerou mais impostos e consequente danos ao consumidor final. “Isto fez parte do Pacote do Santoro, que disse que atingiria apenas artigos de luxo, mas acabou aumentando itens como o próprio combustível, acarretando em um efeito cascata na economia, já que ao aumentar o combustível aumenta tudo em função das mercadorias a serem transportadas”. 

Toledo lembra que antes da gestão Renan Filho a alíquota era de 26% - já incluindo o imposto destinado ao Fundo de Combate à Erradicação da Pobreza (Fecoep). “Após o pacote do governo, essa alíquota foi para 29%. Ou seja: o empresário passou a pagar mais imposto. É lógico que esse custo será repassado para o consumidor. Então, se há uma preocupação com o valor do combustível por parte do Executivo ela é bem recente e coincide, estranhamente, com fiscalizações do Procon municipal e ações dos vereadores de Maceió”, colocou.

“É a quarta maior alíquota do país. O governo vai baixar o valor do combustível na marra mantendo essa alíquota? É mágica?”, alfineta.

O deputado dá a entender que o governador quis surfar na onda. “É claro que todos nós queremos um combustível mais barato. Eu também quero. Mas isso depende de ações que envolvem repensar essa alíquota que é praticada em Alagoas. Por exemplo, no Diário Oficial da União, o mesmo governo que anunciou que a gasolina vai passar a custar R$ 3,20 diz que o preço médio a ser praticado será de R$ 3,73. Esse é o valor com o qual o governo pretende fazer a pauta fiscal. Como pretende então reduzir? Discurso vazio é populismo. O que precisamos é de menos Estado e mais liberdade econômica e não cortesia com chapéu alheio”. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia