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Alagoas, 27 de Junho de 2017

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Edição nº 918 / 2017

25/04/2017

Hora de fazer acontecer

ELIAS FRAGOSO

O país está à beira do caos. Os que se dizem políticos profissionais chafurdam na esgotosfera das empreiteiras e confabulam para encontrar um meio de escapar – qual ratazanas da pior espécie – pelos esgotos sujos de Brasília.

Aliás o que está sendo mostrado a uma nação atônita e chocada, é como um filme de censura livre. Tem coisas que eles não irão mostrar – até porque não é do interesse – que seriam proibidas até para maiores de 90 anos.

A crise política está instalada, a crise institucional com um governo tíbio e fragilizado paralisa o país, a economia em depressão não reage (como venho dizendo desde o início da incapacidade deste governo em reverter essa situação) e mesmo assim, o BC continua com os juros na estratosfera numa insensibilidade que beira o crime, já que é sabido que poderia estar em patamares bem menores não fossem seus diretores oriundos da banca (insisto modestamente aqui há mais de 3 meses que a Selic poderia vir sendo reduzida em 1,25%; há espaço de sobra para isso). E não há perspectivas reais de restauração no curto e médio prazo para nenhuma dessas variáveis.

Com exceção do agronegócio (que quase foi pro ralo com a destrambelhada operação Carne Fresca) e da saúde privada (que vão muito bem, sim, senhor) e, claro do indefectível setor bancário e seus lucro bilionários, o resto do país sofre. Muito. O desemprego brutal que nunca é demais dizer, uma herança petista, atinge inacreditáveis 20 milhões de pessoas (13,5 milhões nas contas do IBGE que deixa de medir aqueles que desistiram de procurar emprego) e seu corolário “natural”, a insegurança, de surda, passou a ser estridente e presente no dia a dia de cada um.

A federação se esfacela com a quebra de estados e municipios e suas administrações incompetentes, corruptas e amorais. A boa política, o espaço legítimo e próprio para a construção de consensos foi escanteada pelos criminosos que dela tomaram conta abrindo espaço para sua decadência enquanto ente mediador de crises.

O regime criado pela Constituição de 1988 está de joelhos. Não é mais o caso de intentar sua “salvação”. Mas de se buscar uma forma (difícil, muito difícil) urgentíssima de, num país dividido politicamente, quebrado financeiramente e liderado por pessoas que não mais representam a sociedade, estabelecer parâmetros para a próxima sucessão. Para evitar messianismos, conjurações de bastidores para manutenção do status quo e que tais. Só um líder ungido pelo voto popular pode iniciar o processo de recondução e reconciliação do país na longa travessia que se avizinha, sem haver ainda indicação de um porto seguro.

Agora, uma coisa é certa. É preciso “limpar” a área para o retorno da “boa” política. E isso só ocorrerá com a não reeleição dessas pessoas que aí estão sendo acusadas dessas coisas horrendas. É obrigação de cada um dos brasileiros. 

Mas como a coisa foi tão longe é preciso recuperar a ordem institucional. E quem for eleito tem que se comprometer em realizar uma profunda reforma eleitoral e instaurar no mais breve espaço de tempo uma constituinte exclusiva com competência e poder para restaurar nossa carta magna, recompor a ordem constitucional desafiada por marginais da política e maus empresários acostumados a escrever – como vimos - as leis a seu bel interesse. 

É preciso que as pessoas de bem, líderes empresariais, da sociedade como um todo, “saiam da toca” agora e ponham a cara de fora. O país precisa disso. Antes que oportunistas de esquerda ou de direita o façam.

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