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21 de Agosto de 2017

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Edição nº 872 / 2016

19/05/2016

Portugal consagra filme de Jorge Oliveira com dois prêmios

No jornalismo, no cinema e na literatura, o diretor já acumula 20 prêmios nacionais e internacionais na sua carreira.

Assessoria

Lisboa, Portugal -  Foi uma grande festa brasileira em Lisboa. Olhar de Nise, o documentário de Jorge Oliveira e Pedro Zoca foi o grande premiado do Festin – Festival Itinerante de Língua Portuguesa – que escolheu o filme brasileiro entre outros 248 inscritos. Olhar de Nise ganhou dois prêmios: o Troféu “Pessoa” de Melhor Filme do Público e Menção Honrosa pela contribuição científica ao mundo ao contar a história da psiquiatra alagoana Nise da Silveira.  

Os prêmios foram entregues, sob aplausos calorosos, no tradicional Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, ao próprio diretor e à produtora executiva e editora Ana Maria Rocha, numa festa onde se destacaram outros filmes brasileiros como A História da Eternidade, do pernambucano Camilo Cavalcanti, melhor ficção.

Olhar de Nise, na opinião do embaixador Lauro Moreira, presente na exibição, é uma obra “excepcional, que conta com a competência artística de seus realizadores, que retrataram com fidelidade a história de uma das mulheres mais importantes do Século XX”. Para o escritor e poeta português, Mário Máximo, a “obra é obrigatória para quem quer conhecer a mente humana, tão bem estudada por essa psiquiatra brasileira que revolucionou o tratamento psiquiátrico no Brasil, agora narrada em um filme belíssimo”.  Para o diretor Jorge Oliveira, “Olhar de Nise avança em festivais de cinema na Europa e nos Estados Unidos pelo interesse que a psiquiatra desperta em alguns países sobre a qual só ouviram falar da obra revolucionaria no tratamento da esquizofrenia”.

Na Inglaterra, no festival da cidade de Derby, onde o filme também foi exibido simultaneamente ao festival de Lisboa, Olhar de Nise foi aplaudido demoradamente por uma plateia de jovens e e especialistas em doenças mentais. O trabalho da psiquiatra chamou a atenção dos espectadores pelo fato de ouvirem da própria alagoana suas histórias e métodos no trabalho com os pacientes do Engenho de Dentro. Este é o quinto festival de cinema que Olhar de Nise é selecionado, dos quais quatro internacionais. 

Para o diretor, o sucesso do filme deve-se também a forma como a história da Nise foi contada. É a própria psiquiatra que narra a sua vida desde que saiu de Maceió para viver no Rio de Janeiro, onde morreu em 1999. O documentário apresenta um depoimento inédito da doutora gravado dois anos antes dela morrer. Além disso, traz também outra entrevista com Almir Mavgnier, o artista que introduziu os pacientes do Hospital do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, no atelier de pintura, de onde surgiram pintores que expuseram suas obras nos principais museus do Brasil e no exterior.

O documentário de Jorge Oliveira também chamou a atenção de psiquiatras reunidos no 1º Congresso de Psicanálise da Língua Portuguesa, em Lisboa. O filme, exibido para a plateia acadêmica de professores, pesquisadores, dirigentes de hospitais e psicanalistas de vários países do mundo, arrancou aplausos emocionados de centenas deles que ficaram encantados com o depoimento da Nise da Silveira e os seus feitos na psiquiatria brasileira.    

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